[Diário do Carteiro] MTG Arena – Dia 4: Coração das cartas

Em ‘How To Build Better Magic: The Gathering Decks’ do Tolarian Community College, o professor fala sobre como criar um bom deck, já que montar qualquer um faz mas ter qualidade no resultado requer muita habilidade.

Em dado momento, ele fala que se você quer que sua estratégia funcione bem toda vez que joga, você precisa ter as cartas necessárias de maneira consistente. Consistência é o nome da emoção e o grande problema dos meus decks.

A dificuldade em ter um deck que funcione sempre é entender como o jogo funciona, algo que vai melhorar com o tempo. Nesse momento, estou ainda percebendo que cartas dão certo com outras e aplicar esse conhecimento de uma maneira que faça algum sentido.

A jogada ‘Sorin, Senhor Vampiro Imperioso’, ‘Aurora da Esperança’ e ‘Orador Exaltado’, aconteceu sem eu perceber, estão no meu baralho baseado em ganhar pontos de vida. A Aurora coloca um boneco no campo, o Orador gera a cura e o Sorin dá vínculo com a vida até o final do turno, que pode ser para um dos novos bonecos ou outro que já foi invocado. E se tiver uma criatura que ganha +1/+1 quando você recebe vida como ‘Trapezista Sanguinária’, é sucesso mundial.

Mas mesmo assim, sinto uma dificuldade tremenda em manter apenas 60 cartas em um deck. Claro que esse número está aí por diversos motivos, mas a cada carta nova que ganho ou que descubro que pode ser boa, não consigo resistir. Isso vale também para a quantidade da mesma carta que posso ter, ainda me falta conhecimento o suficiente para afinar isso direito.

Por essas e por outras, Magic Arena precisa de um modo de replay. Uma maneira de gravar as partidas para assistir depois ou algo do gênero. Na verdade, faltam algumas ferramentas para o competitivo como estatísticas básicas. Não tem nem uma página simples sobre partidas passadas, não faço ideia quantas eu já joguei e quantas ganhei.

um poeta

Se isso já ajudaria bastante quem já joga profissionalmente, imagina para quem quer começar. Analisar as besteiras que você fez e como pode melhorar é algo fundamental para um jogo como Magic. Tem certas coisas que você só vai perceber que tá fazendo errado assistindo e analisando partidas passadas.

Outra vezes pode aparecer uma epifania, tipo quando percebi que estava jogando as cartas fora de ordem. É sempre bom colocar o Orador antes, para a habilidade dele funcionar e o jogo seguir, mas diversas vezes eu inverto a ordem. Também tem a questão da quantidade de mana que sempre me confundo todo e não presto atenção nas outras cartas que tenho na mão. 

Não tenho dedicado tempo o suficiente racionando. Na minha cabeça esse é um jogo de ação, pensamento rápido, colocar uma criatura atrás da outra e embora em alguns momentos até seja, parar para pensar e perceber o que deve vir a seguir é a melhor solução em muitos casos.

Meu deck de vida tem funcionado mais do que eu previa, o que prova o antigo ditado que é preciso acreditar no coração das cartas. Estava faltando isso, ter mais confiança no que montei e daqui para frente, ir aparando as arestas.

Um dia dá certo.

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