[Diário do Carteiro] MTG Arena – Dia 2: os caras dos planos e os cara da internet

Em Outubro de 2007, foi lançada a expansão Lorwyn que trouxe um novo tipo de carta que hoje faz parte da construção do universo de Magic: o Planeswalker.

Na mitologia do jogo, um número seleto de criaturas possuem dentro de um si uma fagulha planeswalker que, se for acendida, faz com que elas se transformem em Planeswalkers, as criaturas mais poderosas do universo. Basicamente os protagonistas do jogo, avatares no qual o jogador pode escolher.

A carta de Planeswalker diz muito sobre os problemas de acessibilidade que o jogo possui. A primeira vez que vi um foi ‘Ajani, Força do Bando’ e tive que parar um pouco para assimilar o que estava acontecendo naquele momento. Tem muita coisa escrita e, para quem está começando, é um intimidante ter que entender os poderes que a carta tem e o que você tem naquele momento para acabar com ela.

Eles funcionam como um avatar do jogador, quando entram em campo todos os ataques são voltados em sua direção, e possuem seus próprios pontos de vida. Podem realizar três ações que aumentam ou diminuem os pontos de vida da carta.

Não existe tutorial no Magic Arena sobre nada disso, você tem que aprender na marra. Tudo bem, isso aí é a vida mas esse não é o único tipo de carta com uma descrição grande ou que envolve um contexto maior de mecânicas para entender caso você seja um novo jogador.

Toda carta é uma mistério, o tamanho do texto é proporcional ao tamanho do desespero que sinto. Tanto que nem considero algumas pro meu deck, apenas por ainda não entender muito certos conceitos. Os planeswalker são fáceis de entender pelo menos, inclusive uma dica que me deram é começar criando um baralho com eles por causa da força que possuem.

Por falar em dicas, o lado bom de entrar em um universo que já tem quase 30 anos de idade é que não falta conteúdo para consumir. Especialmente se você quer entender como criar um deck por exemplo. Devido ao enigmático algoritmo do Youtube caí no Tolarian Community College e me deparei com um vídeo sobre como construir um deck massa.

Não vi todo ainda e como estou me coçando para montar um deck sem a assistência de nenhum colega, só eu mesmo e meus pensamentos, estou ansioso para assimilar as dicas. 

Foi graças à comunidade de Magic, inclusive, que descobri ‘Estiolar a Mente’, que me ajudou a dar trabalho para meu amigo de deck branco que tem ‘Pacifismo’ e outras cartas igualmente chatas. Descobrir esse universo no meu próprio ritmo e tentar montar minhas estratégias tem me deixando bastante animado para a quantidade de conteúdo que posso absorver sobre o jogo.

É como se tivesse destravado uma parte do YouTube onde dezenas de milhares de jogadores estão criando conteúdo que pode me ajudar a não fazer um deck lixo e entender o que estou fazendo.

A hora agora é desbravar a arte de montar um baralho sozinho.

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