[Diário do Carteiro] MTG Arena – Dia 1: Os vampiros voadores

Depois de fazer todos os tutoriais e desafios, e assimilar a base do que Magic se trata, eu resolvi realizar um grande passo: montar um deck. Como alguém cheio de inseguranças e incertezas sobre minhas habilidades em criar um baralho minimamente bom, pedi ajuda a um amigo.

Ele disse que era melhor começar ao redor de alguma carta boazona, daí fomos nos planeswalker. Escolhi ‘Ashiok, Inspiração do Pesadelo’ e fomos montando algo para direção de um deck azul e preto. No meio do caminho resolvi colocar uma temática nisso tudo e fui atrás de cartas de vampiro.

Colocamos outro planeswalker, dessa vez um que fizesse sentido com o tema e usei uma carta coringa que tinha para criar ‘Sorin, Senhor Vampiro Imperioso’. Nas azuis, além de mágicas que dessem aquela desestabilizada na galera, peguei cartas de bicho voadores que dessem alguma ajuda como ‘Dragonete do Vendaval’.

Me sinto assim todo os dias jogando

Assim, montei o ‘os vampiro voador’ e até agora tem sobrevivido ao teste. Digo, eu ganhei algumas e perdi outras, mas não consigo aprender com minhas derrotas. Nesse momento de início de jornada, me falta conhecimento para tentar corrigir qualquer falha que meu deck tenha. 

Sei que vou perder de quem sabe o que tá fazendo. Por isso já desisti de ir em uma partida ranqueada. Não demora muito para perceber quem tá com um deck afiado, em sua maioria tem sempre um gimmick que envolve seja reciclar, mutação ou um que eu já aprendi a odiar que é ‘Ajani, Força do Bando’ junto com ‘Orador Exaltado’ e ‘Companheiro de Bando de Ajani’.

Esse é uma das combinações de um deck branco insuportável de um amigo meu. Ele incrementa essa jogada com ‘Daxos, Abençoado pelo Sol’ e ‘Mariposa-parideira Luminosa’, que tornava impraticável qualquer jogada. Isso foi antes da criação dos vampiros alados e, embora eu tenha perdido uma partida, a próxima foi uma das mais tensas que já estive.

Por sorte minha e azar dele, meu colega só puxava mana branca e ele se recusava a atacar meus bonecos. E eu também não tava afim, mas ele estava relutante porque estava lá  ‘Vampira da Lua Macabra’ e ‘Cavaleiro da Legião de Ébano’ ambos com toque mortífero. Isso dava medo nele de perder seus bonecos e garantia que eu poderia me defender caso a chinela cantasse.

Foi nessa partida que percebi uma coisa boa do meu baralho, cartas que conseguem desestabilizar como ‘Ato Cruel’ e ‘Desfigurar’. E foram elas que me salvaram junto com o vínculo da vida da vampira, me deixando com 40 pontos de vida até que meu amigo desistiu por só tá chegando mana e ele não via mais como continuar.

Foram momentos de tensão e o ponto alto do dia. Isso e quando peguei um oponente online que tinha dois Mechagodzilla. Ele tinha cartas que envolviam mutação, mecânica nova que veio com a expansão mais recente ‘Ikoria: Terra de Colossos’. Vou ser sincero e dizer que, apesar de entender como funciona, na prática ainda é muito difícil de criar algo em cima.

Mas pelo menos a parceria que fizeram com a Toho Corporation, está rendendo umas ilustrações iradas. São basicamente skins de monstros como Godzilla, Rodan e Ghidorah em monstros já existentes.

Ainda não sei se devo mexer nos vampiro voadores, mas estou com vontade de ir tentando outras combinações de decks. Aproveitar que ganhei de mana preta e vermelha após completar uma missão, mas não sei se tô na vibe de criar outro deck.

São questionamentos diários. Amanhã veremos o que acontece.

Perdeu os outros textos do Diário do Carteiro? Clique aqui para ler todos.