[Diário do Carteiro] MTG Arena – Dia 0: Descobrindo Magic The Gathering

Todo mundo dentro de casa, cheio de problemas e ansiedades. Acho que é uma boa hora para começar a jogar Magic, embora tenham tentado me ensinar uma vez, em um jantar na casa de um amigo, e só lembro que tem umas carta que são terreno e tem que ficar colocando direto.

Pule para algum tempo depois e adicione a quarentena, me convenceram a ir atrás do Magic The Gathering Arena. Ele é a resposta da Wizard para Hearthstone, um jogo de cartas cheio de coisas colorida, piscante e divertida que pode parecer simplificado mas tem uma camada forte de estratégia.

A questão com Magic é ele ser um jogo de carta de 27 anos de idade. E, a não ser que você tivesse alguém para ensinar como funciona, era muito difícil tenta assimilar décadas e décadas de mecânicas, estratégia e jargões. Também existia a barreira monetária, você não comprar apenas um pacotinho de cartas e, se quiser realmente investir em um deck brabo, vai ter que desembolsar uma grana.

Por isso que não me interessei tanto, apesar de ter uma curiosidade enorme. O Magic Online, lançado em 2002, também sofre dessa questão: são 10 dólares para começar a jogar, que dá direito a 800 cartas e, se você não sabe por onde vai, só vai sofrer. É uma versão realmente para quem já sabe o que está fazendo.

O Magic The Gathering Arena, lançado em 2018, transforma todo os pequenos detalhes que poderiam deixar jogadores novatos confusos, como anotar perda de ponto de vida, marcadores e feitiços complicados, em soluções visuais. Parece simples e óbvio, mas para mim só demonstra o quão confuso eu ficaria se tivesse jogando com cartinhas de verdade.

E o melhor, o tutorial é bastante funcional. Após ele te ensinar o básico, você tem um ‘Desafio das Cores’ que ensina os pequenos detalhes relevantes a cada uma das cores do jogo. Claro que não abrange todas as combinações possíveis, mas é um ótimo resumo para você ir no online sabendo o que cada cor pode oferecer e, no final, ganha um deck de iniciante daquela cor.

Existem outros decks básicos que você pode ganhar além desses, que podem ser obtidos através de missões que ficam no menu principal. Só pode ganhar um por dia, realizando tarefas como “Conjure 40 mágicas vermelhas ou pretas”. Mas, caso já tenha adquirido o seu, também pode realizar pequenos desafios que dão experiência e moedas para comprar pacote de cartas que segue a mesma ideia de conjurar elas.

Enquanto alguém que está totalmente animado para continuar jogando, só tenho recebido do Magic Arena ferramentas para que não me sinta ludibriado e tenha sempre oportunidades para ir pegando cartinhas novas para montar aquele baralho tenebroso. 

Como qualquer jogo online no ano de 2020, ele tem a sua versão do Season Pass, chamado aqui de “Maestria de Ikoria” e custando 19,99 dólares. Com a situação bacana em que o dólar se encontra, tá complicado pensar em gastar alguma coisa nisso. Bem que eu queria.

Por coincidência, comecei outros jogos de carta ao mesmo tempo que resolvi me aventurar em Magic. Já joguei um tempo considerável, mas não o suficiente para ter absorvido tudo, então ainda estou muito no começo.

Somado a ter que ficar em casa por causa da quarentena, pensei em criar uma série que será dividida em textos diários, com uma semana para cada game.

É uma maneira de compartimentalizar meus pensamentos sobre as particularidades de cada jogo, uma coleção de devaneios. Cada dia um papo diferente com o olhar de alguém que chegou ontem no rolê, dessa vez explorando 27 anos de universo e mecânicas uma carta de cada vez.

Volte amanhã para o começo do diário do carteiro focado em Magic Arena.