[Diário do Carteiro] Legends of Runeterra – Dia 4: Expedição

Por curiosidade tentei um modo de Runeterra chamado ‘Expedição’, a versão dele do draft. É o modo onde você cria um baralho baseado em cartas predefinidas que o jogo vai ter dando. 

Você precisa de um Emblema de Entrada na Expedição que pode ser obtido em cápsulas ou baús. Ao entrar, ele te dá três arquétipos divididos em três colunas com até três cartas em cada uma. Você pode clicar em cima do nome de cada arquétipo para ver uma descrição do que ele pode fazer e você vai escolhendo do jeito quiser.

Existem dois tipos de seleção, uma baseada nas cartas que já pegou para continuar com sinergia que quer seguir e outra com cartas aleatórias que podem ou não se basear nas escolhas passadas.

A diferença dele de outros modos draft é a possibilidade de trocar algumas cartas em momentos pontuais. Depois de terminar a construção, vão aparecer três oportunidades de troca e precisa escolher uma que faça sentido com o seu deck. Quando ganha ou perde uma partida, também pode trocar uma carta. Em momentos pontuais, pode adicionar mais um campeão a sua coleção se for vitorioso.

A expedição acaba quando ganha sete vezes ou perde duas vezes. Depois disso, pode tentar novamente. Quando acabar essas duas tentativas, o jogo calcula uma recompensa baseada no seu desempenho.

Talvez esse seja o modo draft mais divertido que experimentei até então. Magic Arena e Gwent seguem um modelo tradicional, Runeterra muda o suficiente para não parecer injusto e ainda traz um apelo para jogadores que sabem as mecânicas, querem tentar, mas ainda não são mestres na confecção de baralhos.

Ter os arquétipos definidos e puder trocar as cartas em momentos pontuais, são os dois pilares do divertimento da expedição. Você não fica totalmente perdido e tem uma oportunidade de ir para um caminho diferente ou experimentar.

Confesso que minha primeira tentativa não prestou, mas estava entendo como funcionava e apesar de ainda não ter progredido muito, a esperança é a última que morre.

As partidas são mais divertidas porque todo mundo aqui está experimentando, pirando o cabeção, é bem difícil prever o que vai acontecer. Cada turno é empolgante e assustador, principalmente se perceber que o adversário montou um deck insuportável que tenha um ‘Nautilus’ ou ‘Twisted Fate’ .

Por mais que esteja perdendo muito, criar um baralho do zero com cartas que não tenho, ir afinando ao longo do caminho e ir conhecendo os que os adversários estão fazendo tem sido bem divertido.

Existe uma sinergia específica entre regiões e apesar do jogo mostrar na sua cara, fazer com que isso funcione na hora é uma conversa totalmente diferente. A região de Noxus possui cartas que transforma dano em vantagem, algumas unidades dão bônus para outras se receberem dano.

Já falei disso antes, mas reforço que é bem complicado construir algo nessa linha, principalmente recebendo cartas aleatórias. E o que tem sido mais revelador e frustrante, são tipos de baralho que não encontro normalmente nas partidas comuns online.

Decks de profundeza, barris e compra excessiva de cartas tem sido uma constante no que tenho encontrado até o momento. E às vezes são os três conceitos combinados em um só e já digo que são bem chatos de jogar contra.

Estou até criando um ódio por certas cartas, mas vamos falar sobre isso amanhã.

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