[Diário do Carteiro] Legends of Runeterra – Dia 0: As terras mágicas de Runeterra

Faz mais de 5 anos que não jogo uma partida de League Of Legends que na verdade equivale a 70 anos. Por receber atualizações todos os meses e algumas delas mudarem certas mecânicas da água para o vinho, é bem complicado voltar depois desse tempo todo.

Mas não estou totalmente desatualizado, assim sei como funciona e lembro de alguns personagens. Só nunca voltei a jogar League mas de certa maneira, voltei ao universo com Legends Of Runeterra.

Fiquei bem animado quando vi que a Riot ia se aventurar em outros gêneros utilizando os personagens de lolzinho e como curioso em jogos de cartas online, fui logo saber do que se tratava.

Runeterra é básico, não segue a loucura que nem o Gwent, você tem um deck de mais ou menos 40 cartas, puxa uma por turno, cartas possuem custo de invocação. É o padrão que todo mundo conhece, mas ele não deixa de ter suas particularidades.

Geralmente, quando você colocar uma carta no tabuleiro ela automaticamente está pronta para defender ou atacar dependendo da circunstância. Aqui existem rodadas para o ataque e a defesa, primeiro você invoca o que precisa e depois as utiliza como preferir.

Não só isso, mas digamos que você tem o mesmo número de unidades que o oponente e está na vez dele de atacar. Você pode escolher quem você quer defender e pode utilizar feitiços caso tenha mana o suficiente.

Os turnos acontecem normalmente, você pode colocar cartas logo após o adversário. Mas se já tiver uma unidade forte no começo é possível invocá-la, mas ela só pode agir quando você possuir o ‘Símbolo de Ataque’.

É um jogo mais sobre reação e estratégia, do que agressividade. Claro que em outros títulos desse gênero você pode escolher a sua abordagem, mas Runeterra em sua essência é sobre cada jogada que realiza. É como uma partida de xadrez só que as peças são colocadas uma de cada vez.

Os feitiços brincam com esse tempo a mais que temos para pensar no que fazer, existem aqueles que são automáticos como ‘Lampejo Congelado’, enquanto outros levam um tempo como ‘Estraçalhar’ que deixa espaço para o inimigo reagir.

Não é uma grande reinvenção da roda, mas fico feliz que a Riot literalmente fez um jogo de cartas no universo de League of Legends sem depender de qualquer noção mecânica anterior criando tudo do zero. E o que eles construíram aqui é bem divertido.

“Runeterra” é o nome do universo de LoL e as regiões aqui são como as manas em Magic The Gathering. Cada região possui sua particularidade e seus decks podem ter no máximo duas delas. Os campeões aqui foram traduzidos como cartas que possuem níveis, cada um deles possui um desafio que precisa ser realizado dentro do jogo para evoluir.

‘Braum’ precisa sobreviver a dez de dano, ‘Thresh’ precisa presenciar a morte de seis unidades e ‘Vladimir’ precisa ver seis aliados sobreviverem a algum dano. Após subir de nível ganham uma habilidade nova, Braum por exemplo, invoca um ‘Poro Poderoso’ toda vez que sobrevive a dano.

É interessante utilizar essas condições como um ponto de partida para construir um deck. Se escolher uma Ashe, faz sentido colocar cartas e feitiços que girem ao redor de congelar. E vale ressaltar que múltiplos campeões podem ficar em um baralho, dando muito espaço para experimentação. 

Algo que não vejo a hora de começar a fazer e assim, temos início a última (por enquanto) edição do Diário do Carteiro, dessa vez com Legends Of Runeterra.

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