[Diário do Carteiro] Gwent – Dia 4: Sangramento, fome e monstros

Estou nutrindo um ódio a duas cartas em específico que venho encontrando nas partidas online: ‘Infantaria de Tridam’ e ‘Geralt de Rivia’.

A Infantaria causa 1 de dano aleatoriamente toda vez que é reforçada. Se você tiver uma cópia dessa carta e habilidades de cura no seu deck, você pode irritar muita gente. Imagina que toda carta jogada dá reforço, qualquer o número que seja você vai levar dano. Pior ainda se a habilidade de líder também for de reforço.

Não encontrei ela tanto mas me deu um pouco trabalho, não tanto quanto Geralt. Ele destrói uma unidade inimiga se tiver 9 ou mais de poder. Pode surgir a qualquer momento e se seu baralho tem qualquer esquema para aumentar os poderes de suas unidades, ele pode chegar para acabar com a sua diversão.

Me deu tanta raiva que resolvi colocar no deck, só para ter o gostinho dessa sensação de desarmar alguém. Mas ainda continuo em uma maré terrível, apenas derrotas.

Não estou conseguindo achar uma facção para chamar de minha, as que joguei possuem mecânicas e conceitos difíceis de alinhar se for novato em Gwent. Tento seguir meus instintos, acho que insistir demais não vale a pena então é melhor ir para um caminho mais seguro.

Tentei copiar os baralhos de introdução, para não gastar dinheiro à toa e fiquei confuso, nenhum deu certo. Será que não estou sabendo usar nenhumas das cartas direito ou o problema está nesses decks? A culpa está na minha incompetência com toda a certeza do mundo, mesmo não gostando do jeito que esses decks funcionam.

Decidi resolver do meu jeito e criar algo do zero, decidi criar algo envolvendo as palavras-chave da facção dos Monstros como desejo de matar e consumir. Enquanto uma só ativa quando uma unidade morre a outra absorve o poder de um aliado. É uma boa tática, você pode por exemplo fazer a dobradinha ‘Ovo de Harpia’ e ‘Harpia Celaeno’ mas pode ser qualquer outra carta com consumir.

Foram partidas frenéticas, depois de cada uma ia mexer algumas coisa no deck. Momentos intensos de desespero, uma afinação nunca dantes vista na história do Brasil. Não aguento mais perder e algo me dizia que essas eram as cartas que me levariam para uma eventual vitória.

Mas logo percebi que a habilidade do líder, ‘Fome Opressora’ não estava dando muito retorno. Ela destrói uma unidade aliada e, em seguida, invoca um ‘Ekimmu’ na fileira dando o equivalente de poder da unidade destruída. Troquei para ‘Sombra da Morte’ que destrói uma criatura e logo depois surge uma cópia básica dela, também não serviu.

Elas só tiravam alguma unidade do tabuleiro sem dar muito em troca, não atingia o inimigo de alguma maneira. E foi aí que entendi o erro que estava cometendo.

Até agora todos os baralhos que construí era retroalimentável, as cartas conversavam entre si e não fazia contato direto com o oponente. Era como se tivesse preocupado de maneira subconsciente com a pontuação e não em desestabilizar o adversário.

Criei outro deck, agora com ‘Cheiro de Sangue’ que dá sangramento a uma unidade por três turnos, tem três cargas e quando termino todas surge um Ekimmu. Sangramento é um status que inflige dano durante uma determinada quantidade de turnos, isso vai depender da habilidade da carta.

Seguindo esse raciocínio, peguei apenas unidades que fosse favoráveis ao sangramento como ‘Garkain’ que ganha 1 de poder se o adversário tiver uma criatura com esse status.

Do pouco que experimentei, a galera desistiu das partidas já que é uma estratégia totalmente ofensiva. E era isso que faltava, uma abordagem agressiva que coloca o adversário para pensar, não algo que apenas influenciava meus bonecos.

E além tudo é bem divertido. Sinto que estou achando um bom caminho.

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