[Diário do Carteiro] Gwent – Dia 3: Dias de luta sem dias de glória

Não lembro quando foi a última partida que ganhei. Foram umas cinco partidas que ganhei a primeira rodada mas perdia sempre o resto. Momentos de pura tristeza e amargura no coração.

Se tivesse que apontar no que estou errando seria a falta de foco, muitas partidas não calculei muito bem o timing das cartas. Principalmente aquelas que possuem carga como o ‘Sentinela Imperial’ já que esse tipo de habilidade precisa ser ativada manualmente e apenas no turno seguinte. 

Já perdi a conta de quantas vezes joguei uma carta desse tipo na última rodada e não pude ativar o efeito. É uma falta de atenção enorme que eu já tinha em Magic mas em Gwent parece ser mais intenso o quão timing é essencial.

E isso acontece por causa da divisão das rodadas e de não poder comprar cartas durante elas. Isso coloca um peso grande em cada jogada, é preciso pensar na frente nas cartas que você vai guardar para a próxima rodada caso seja possível. É muito fácil jogar uma unidade, perceber que poderia ter esperado mais um tempo que seria bem mais proveitoso.

O deck que estou jogando agora com a facção de Nilfgaard exige essa atenção redobrada. Tentei duas versões, a primeira era ao redor do conceito de bloqueio que desativa as habilidades do oponente. E o poder do líder era ‘Impostor’, que bloqueia uma unidade inimiga, faz uma cópia, coloca na fileira oposta e a reforça em 2.

E também continha cartas que recebiam algum bônus e geram dano caso alguma carta inimiga tivesse um status. Bloqueio é um status, então tava no papo. Só que não.

Foi uma sequência de derrotas, não só porque os adversários tinham baralhos bem mais preparados mas também pela minha falta de experiência com minhas cartinhas. Essa facção é bem difícil de lidar ao mesmo tempo que é divertida, estou percebendo que ou continuo jogando e afinando meu deck durante o processo ou parto para uma facção mais simples.

Minha segunda tentativa foi olhar os baralhos de introdução que o jogo está disponibilizando para compra. Eu só olhei a lista de Nilfgaard e usei os restos que tenho na conta para ir criando as cartas que faltavam. Também não foi um sucesso apenas por pela minha velha falta de cautela.

Uma coisa que percebi em todas as partidas é que meus oponentes sempre tem pelo menos duas cartas quando vão para a próxima rodada. Como se soubessem que estava tudo perdido e passavam a vez, guardando alguma coisa. E eu, afobado, jogava logo todos minhas cartas como se fosse acabar logo ali.

Ser meticuloso, paciente e estrategista são qualidades que estou longe de ter mas que preciso pelo menos assimilar se quero continuar jogando com esse deck.

Talvez esteja na hora de explorar novos horizontes.

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