[Diário do Carteiro] Gwent – Dia 2: O Espião Que Jogava De Menos

Começou o Desafio das Facções desse mês, você escolhe uma facção e a habilidade mais recente para ficar jogando. A facção no qual os participantes precisam fazer o maior número de missões vai ganhar um bônus de experiência por tempo de limitado, de 10%, 35% ou 75% dependendo da colocação.

Resolvi escolher Nilfgaard por lembrar de algumas mecânicas interessantes que tinha, mesmo sem saber usar direito por que a vida é feita de desafios. Consegue exemplificar muito bem alguns dos conceitos que tornam Gwent bem diferente. Para começar, ele muda a maneira na qual um jogo de cartas lida com posição.

Por ter duas fileiras, algumas cartas só ativam suas habilidades em determinado lugar e outras podem mudar a carta de fileira. ‘Dol Blathanna: Flecha’ causa 1 de dano por fileira entre ela e o inimigo, enquanto ‘Samum’ que causa 3 de dano a uma unidade e se ela morrer as unidades adjacentes vão para outra fileira.

Também existem efeitos específicos para posicionamento como ‘Teméria: Tambor’ que adiciona um 1 ponto no final da rodada para uma unidade aliada posicionada a direita. 

A facção de Nilfgaard possui o status de espionagem, que coloca uma carta aliada no lado oposto do campo de batalha. É uma jogada arriscada e com toda certeza do mundo que não estou preparado ainda e tenho provas mas falaremos disso depois.

Uma carta clássica que ilustra isso é ‘Emissário’ que tem 1 de poder mas concede 7 para um aliado. É uma jogada simples, você coloca no lado do adversário e coloca o reforça para um unidade sua. Mas existem cartas com maior poder que vale questionar se você quer dar essa vantagem para o inimigo, principalmente se tiver duas ou mais em mãos e estiver na segunda rodada.

Ter uma carta de poder 4 e outra 2 com espionagem pode não ser a melhor das táticas, independente das habilidades que possuírem. São 5 pontos que você tá dando de graça pro inimigo e se não tiver nada na mente em como isso possa se tornar ruim pra ele, é melhor tirar do baralho.

Por falar em conceitos e palavras-chave, Gwent é um jogo bem acessível e amigável. Quando você aperta em cima da carta, é possível ver não só a descrição do que ela faz mas o significado das palavras-chave associadas a ela. Isso tem sido de uma ajuda inacreditável e me fez entender melhor o que dava ou não para fazer com os decks que estou tentando criar.

Quando mais mecânicas, conceitos, termos, jargões um jogo tem, pior ele é ensinar tudo isso de maneira didática. Jogos em geral são péssimos em ensinar seu próprio funcionamento, claro que estão melhorando isso e jogos de carta não são exceção.

Então é bastante animador quando um jogo como esse, diferente de outros do gênero, deixa sempre exposto pro jogador coisas pra ele se sentir seguro sobre o que está fazendo.

Mesmo assim, minha insegurança só tem aumentado e vamos deixar isso para amanhã.

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