[Diário do Carteiro] Gwent – Dia 1: Recompensas e sindicatos

Muita coisa mudou desde a última vez que joguei Gwent e é até difícil explicar o quão influenciaram no aumento da qualidade do jogo. Posso me confundir um pouco e falar de algo que já existia antes, minha memória é terrível.

Mas algo que é uma reclamação intrínseca a todos os jogos de carta é a dificuldade de comprar pacotes sem ter que desembolsar uma boa grana. Gwent resolve dando ao jogador algumas ferramentas para ganhar as três itens importantes: minério de ferro, restos e pó de meteorito.

Minério é a moeda padrão do jogo, você pode comprar os pacotes (chamados aqui de barris) com ele. Os restos são gerados ao moer uma carta ou quando recebe cartas repetidas, eles são feitos para criar o que você estiver faltando em seu baralho. E por fim, o pó de meteorito é apenas para transformar as artes das cartas em animações.

Todas elas são possíveis de ganhar sem gastar nenhum centavo, graças ao sistema de progressão chamado Jornada. É basicamente a sua versão do battle pass, possui uma versão de graça que dá pontos de recompensa todas que sobe de nível. A versão paga dá além desses pontos algum item cosmético como um ornamento para avatar ou uma versão animada de uma carta que possui.

Esses pontos são utilizados no Livro de Recompensas para destravar minérios, pó de meteorito, skins para líderes e baús. Você pode adquirir esses pontos jogando normalmente e completando contratos, que são pequenas tarefas que em outros jogos dariam bons achievements como jogar 25 partidas online em qualquer modo.

Também existem três missões diárias que podem ser feitas para ganhar minérios, que seguem esse mesmo estilo de tarefas.

Tudo está interligado, então se você for jogando normalmente e depois ir se aventurar em outros modos de jogo eventualmente vai juntando esses recursos. Hoje mesmo, quando fui ver tinha tanto minério que acabei comprando 22 barris.

Assim, o incentivo de ir explorando e continuar jogando é bem maior, você não se sente compelido a gastar excessivamente para ter um baralho razoável. E por falar em explorar, tentei um pouco o modo draft de Gwent, chamado aqui de Arena, e não deu muito certo.

Quando você tem que criar um deck baseado nas cartas que o jogo vai te dando, você no mínimo precisa estar confortável com as mecânicas e como tudo funciona. Não é o meu caso e ainda nesse modo, não existe restrição de facções então é focar em um outro tipo de sinergia entre as cartas.

A maneira na qual as cartas conversam entre si no Gwent é muito interessante. Existem as facções que possuem mecânicas específicas que precisam de certas cartas para funcionar, como o Sindicato, facção lançada ano passado. Suas criaturas, mágicas e armadilhas brincam ao redor da noção de moedas, que o jogador só pode carregar no máximo 9.

As cartas podem exigir moedas para serem invocadas ou pedir para ativar habilidades. Ou você pode ganhar moeda quando uma unidade surge, como é o caso do ‘Escrivão Ignático’ ou a carta pode ganhar atributos quando recebe moedas no caso de ‘Cidadãos’ e por aí vai.

Jogar com essa facção se mostrou bem divertido e já penso em ir experimentando outras habilidades de líder e ir afinando mais o meu deck. No momento estou usando ‘Bolada’ que dá 9 moedas ao ser ativada e o equivalente ao excesso pode ser colocado em uma unidade como reforço. Então se eu tiver 5 moedas e ativar essa habilidade, posso dar mais 5 em reforço para um boneco que quero.

No Arena, ele pede para esquecer essas noções e focar em cartas com habilidades “neutras” que não tenham pré-requisitos. Montei um deck que achei bacana mas já perdi na primeira e desisti logo, talvez tente novamente apesar de me faltar confiança.

Vai começar um evento chamado Desafio das Facções, que vai dar pontos de recompensa baseados em uma facção que eu escolher e ficarei com ela até o final. É uma boa maneira de ir atrás de novos horizontes, vamos vê o que pode acontecer.

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