[Diário do Carteiro] Gwent – Dia 0: O bom filho a casa torna

Toda vez que um jogo de carta online é lançado, fico ligeiramente interessado e se for de graça, corro para saber mais. Mas por diversos motivos acabando largando no meio do caminho, foi assim com Hearthstone e Gwent.

Mas com uma certa frequência ainda pensava sobre Gwent, comecei a jogar quando ainda estava no beta então certamente muita coisa deve ter mudado desde então. E de todos esses card games online que tem por aí, sua mecânica me divertiu muito pela diversidade de mecânicas e dinâmicas.

Resolvi voltar e tentar me adaptar às mudanças. Digo logo que deveria ter feito isso mais cedo, está simplesmente em sua melhor forma.

Sabia que era um jogo dentro de The Witcher 3, mas nunca o joguei e só sabia o superficial através de comentários de amigos que jogaram a jornada de Geralt que não acharam lá essas coisas. Então entrei no escuro, achando que pelo menos seguiria um base de outros jogos de carta e fui surpreso.

Gwent acontece em três rodadas, cada jogador coloca uma carta por turno de um baralho de pelo menos 25 cartas. Cada uma delas possui uma numeração e a soma delas constitui a pontuação final do jogador, ganha quem ao final de uma rodada tiver a maior pontuação.

As diferenças entre outros jogos do gênero é que aqui não existe mana ou conceito equivalente. As cartas não possuem um custo de invocação mas possuem um custo de recrutamento válido apenas quando for construir um baralho. Você tem um número determinado de recrutamento dependendo da habilidade de líder da facção que escolher.

A cada turno, os jogadores apenas jogam o que tem nas mãos e não compram cartas ao não ser que uma habilidade exija. Após o começo de cada rodada, compram três cartas cada um e caso fiquem os dois sem cartas para jogar, a rodada acaba.

As facções são todas baseadas naquelas vistas no universo dos jogos do Witcher e cada uma delas possuem habilidades, conceitos e técnicas específicas. Essas habilidades podem ser ativadas durante uma partida e podem invocar cartas, destruir monstros, ativar efeitos, cada uma delas pode direcionar qual mecânica principal o deck vai utilizar.

Na hora da verdade, a dinâmica das partidas é o que me deixa mais empolgado. Somos obrigados a ficar com aquelas cartas até o final da rodada e precisamos saber exatamente qual a hora de colocá-las. As vezes é melhor desistir na primeira rodada para guardar alguma tática ou carta que vá garantir a vitória na próxima. 

O que acontece com frequência é passar a rodada achando que o adversário não consegue aumentar a pontuação. Mas existem cartas que podem criar um reação em cadeia, chegando a duplicar ou triplicar a pontuação.

Para adicionar ainda mais estratégia e dinamismo, Gwent possui duas fileiras, uma para ataques corpo a corpo e outra para ataques a distância. Existem cartas que só vão ativar certos efeitos se forem colocadas em uma fileiras específica, ou possuem efeitos diferentes dependendo de onde estiverem. ‘Milaen’ por exemplo, causa 4 de dano a uma unidade inimiga na fileira corpo a corpo, já na longa distância causa 1 de dano a 4 unidades inimigas.

Só de falar sobre as diversas nuances que o jogo traz já me deixa empolgado, isso sem contar que tornaram mais fácil o ganho de recursos para comprar pacotes de cartas o que me deixa mais animado para voltar.

Gwent parece um jogo totalmente novo e não vejo a hora de me aprofundar mais, então acompanhe comigo nesta semana na segunda edição do Diário do Carteiro, uma jornada no mundo do bruxeiro em Gwent.