[Diário do Carteiro] Dia 3: Pra quê jogar se eu posso passar o dia montando um deck?

O dia chegou, gastei dinheiro com cartinhas online. Ainda bem que estavam na promoção, o custo benefício não foi ruim mesmo com dólar custando precisamente 78 reais.

E o que isso significa? Mais cartas significa mais possibilidades de montar um deck e foi nisso que concentrei meus esforços. Jogar Magic está provando ser uma atividade divertida mas deixa eu te contar na diversão que é tentar pensar em uma metodologia para fazer com 60 cartas funcionem em conjunto. 

Tem algo empolgante em se aventurar na confecção de um baralho, seja você veterano ou novato. Eu enquanto garoto novo em Magic, é um território ao mesmo tempo emocionante e recheado de incertezas. É o famoso “só dá pra saber jogando” e isso fiz pouco.

Essa vontade surgiu depois de eu perceber que não tinha nenhum deck vermelho e as criaturas vermelhas que tenho possuírem ímpeto (pode atacar assim que é jogada). Resolvi brincar com essa noção, montei, testei um pouco e logo desisti dele. Não por ser incompetente já que poderia simplesmente rearranjar algumas cartas mas pela falta de divertimento. Era só chatão, não tinha sinergia e faltava uma liga, um grande motivo que unisse as cartas, talvez quando eu tiver mais opções para colocar.

como me sinto montando um deck

Deletei mas não desisti, logo montei um de mana azul e branca baseado em bonecos que voam. Queria apenas coisas que trouxessem vantagens para criaturas voadoras mas as duas cores não estava conversando muito bem, além de que ficar só voando é uma tática simples demais que não funciona tão bem.

Foi aí que percebi que precisava de algumas cartas comuns, poderia seguir o caminho de ter cartas que dessem voar para as outras e ir por aí, mas não tenho as cartas necessárias. Resolvi olhar para uma das criaturas que mais estou usando, o ‘Falcão Curandeiro’ e ele solucionou meus problemas: fiz um deck voador apenas focado em mana branca.

Por ter aquela cura bacana, coloquei colegas bacanas como ‘Daxos, Abençoado pelo Sol’, ‘Companheiro de Bando de Ajani’ e ‘Orador Exaltado’ para dar uma sustança e não deixar os bichos voadores desamparados. E não é que funcionou? Digo, joguei poucas partidas mas ele segurou bem mais que as outras tentativas e ter focado em uma cor serviu pra retirar a gordura.

É gostoso quando um deck funciona, principalmente quando um oponente desiste da partida. Apertar o botão de conceder no Magic Arena significa muito com pouco, é a prova de que as coisas estão dando certo. E se for no meio da partida melhor ainda, mas é bom lembrar que Magic é um jogo de sorte, a sua mão inicial pode ser uma catástrofe que não funciona nem a base de reza.

Se eu sei que não dá pra fazer nada ou o deck do oponente é uma sacanagem de roubado, já aperto logo para desistir e parto para próxima.

O falcão também gerou um baralho branco e preto, agora em direção a roubar a vida do oponente. Coloquei o trio citado acima de novo, mas dessa vez as cartas pretas dão um show a parte mais por causa de magias que destroem uma criatura inimiga.

E ainda resolvi pirar o meu cabeção e tentar algo envolvendo mutação, mas a hora não é essa. Preciso comer ainda muito arroz de feijão para me aventurar nessa mecânica, o futuro é promissor.

O que precisa ser feito agora é colocar a prova de fogo essa experimentação e continuar trabalhando num baralho firme e forte.

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